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As micotoxinas são composições químicas venenosas produzidas por fungos. A contaminação em grãos, destinados à nossa alimentação e também à alimentação de animais, pode causar intoxicações e outros problemas de saúde. As intoxicações podem ser diretas ou indiretas. No segundo caso, ocorrem quando há derivados de grãos infectados em outros alimentos.

 

As principais micotoxinas que afetam os grãos são as aflotoxinas, desenvolvidas a partir de fungos do gênero Aspergillus. Extremamente tóxicas e cancerígenas, causam uma intoxicação chamada aflatoxicose, que atinge diretamente as células do fígado. A destruição dessas células pode causar hemorragias e espasmos. Nos humanos, os efeitos podem levar anos para se manifestar. Continue a leitura para saber mais sobre o assunto e descobrir como prevenir esse mal.

 

Prevenção e controle de micotoxinas

Para prevenir o desenvolvimento de micotoxinas nos grãos e em alguns outros produtos alimentícios (como o leite, o vinho e a polpa de fruta), é fundamental ter atenção ao armazenamento. Além disso, o ideal é que haja um controle da proliferação de fungos. Com isso, é possível evitar que as atividades metabólicas desses seres microscópicos gerem as aflotoxinas, citadas previamente.

 

Antes de armazenar os alimentos, existem alguns cuidados que devem ser tomados durante a colheita, a limpeza e a secagem. O recomendado é que a colheita, por exemplo, seja realizada assim que o teor de umidade necessário seja atingido. Também é importante remover as impurezas, os grãos danificados e qualquer material estranho presente no conjunto.

 

Finalmente, para manter os produtos em segurança, a temperatura do local de armazenamento deve ser monitorada. Por isso, aerar a massa de grãos, sempre que possível, é recomendado, mantendo-se, assim, a temperatura uniforme. Outra recomendação é que se evite a proliferação de insetos e roedores, já que ambientes habitados por esses animais favorecem o desenvolvimento de fungos.

 

Detecção de composições químicas

As micotoxinas desempenham seus efeitos tóxicos em pequenas quantidades nos grãos e demais alimentos. A pluralidade das composições químicas faz com que também não seja efetivo o uso de apenas um método padrão para detectá-las. Consequentemente, sua identificação requer uma boa preparação das amostras, extração e técnicas de análises.

 

Com o objetivo de garantir a segurança do consumidor e de cumprir as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é indispensável o trabalho de profissionais qualificados para a análise de material. Na GTA Alimentos, contamos com uma equipe capacitada para elaborar análises dos alimentos, incluindo os grãos, e emitir certificados. Conheça, a seguir, alguns exemplos.

Amendoim, milho e leite

A aflatoxina encontra-se, geralmente, nos amendoins, em espigas de milho, cereais e seus derivados. Sua ocorrência é maior no amendoim, sendo esse produto o preferido pelo fungo. Isso se explica também porque muitas vezes há demora e chuvas no período de secagem dessa semente. As análises realizadas nesses alimentos são de extrema importância para que não haja riscos de contaminação.

 

Além disso, as aflatoxinas são compostas de quatro substâncias principais identificadas como B1, B2, G1 e G2. Há, ainda, um derivado metabólico da B1, conhecido como aflatoxina M1, proveniente do metabolismo de alguns animais. Normalmente, ele é encontrado no leite. Nesse sentido, as técnicas de análise também são fundamentais para esse produto.

 

Café

A contaminação por fungos, gerados de micotoxinas, é um problema frequentemente enfrentado na cultura de café. Durante a secagem e o armazenamento, a espécie Aspergillusé, responsável pela produção da ocratoxina (que também pode contaminar massas e farinhas), é a mais encontrada. Assim como as aflatoxinas, a ocratoxina é tóxica a humanos e animais, devendo ser prevenida e controlada de forma correta.

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